De repente chorei
perdi o meu farol,
e naquele momento acreditei
que tinha perdido o Sol.
Pensava-me iluminada
protegida por ti,
mas a verdade estava escrita na água
e magoou quando descobri.
Afinal não tinha história
tu nem sequer exististe,
foste golpe da memória
na qual me vi e me feris-te.
Não passou de uma curta metragem
de um veneno do desejo,
continuo animal selvagem
na medida do reflexo em que me vejo.
Até o ar sufoca
tira-me vida cá dentro,
verdade é que me sinto morta
de corpo e de pensamento.
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