Existem coisas, às quais não se pode atribuir uma designação ou mero valor patente. São essas as coisas que muita gente sonha como diamante bruto que só necessitas lapidar. Às vezes ofuscado pela neblina e corroído pelo pó, não consegues te espelhar ou sequer ver o que te reserva. A comodidade do desconhecido, dura até ao dia em que te descobres em outrem e vês que afinal o diamante bate e te domina…
É aquilo que pela designação se chama coração, o órgão vital que bombeia tudo o que tens dentro de ti… Não é só vital por batimentos, mas pelo que ecoa e transmite… Que espelha… Diz-se autoritário quando deixa de bater e quando bate em seco que se lhe poderá chamar? Não é nossa complexidade que faz de nós seres únicos e especiais que somos, mas a maneira como multifacetamos e fazemos à nossa imagem… Denegrimos, pintamos, voltamos a denegrir e a pintar… Torna-se um desgaste, um eco cada vez menor… A neblina cai serrada, o espelho parte em pedaços irremediáveis, olhas em volta e vez que não és capaz, acomodas-te e acabas sozinho… Quem diria que algo tão minucioso podia ser a cura para uns e veneno fatal para outros. Como é possível tal adversidade? Como que algo pode ser apolar ao mesmo tempo, porque me sinto cobarde e não consigo entender? A resposta faz-se à imagem de cada um moldar, trabalhar e no fim vejo tudo cheio de fissuras, frágil, não me aguentarei ao vento… Escasseio-me e sou levada por ele ao meu lugar… Não quero mais sair de onde vi uma antecâmara ilusória que me levou… Aonde um acto de cobardia, não pode ser interpelado como falta de coragem ou medo. Cobarde é aquele que não se aceita como é e luta contra a sua natureza, aquele que vê e que foge, aquele que não enfrenta, que não entra no ritmo e em vez de um tango, dança uma valsa, troca a elegância pela sensualidade e transpiração. A calmia não está num beat mais calmo mas no acorde mais baixo que tu denotares no teu beat.
Perder não é jogar fora por mero acaso ou por mera distracção. É acto que nem que seja inconsciente tu trabalhas, esqueces, cai em desuso. Só te das conta quando te olhas e não te vês, quando procuras e não estás, quando tens frio e não tens forças de te erguer, de fluir em ti energia, falta essência, o ser que faz de ti a calote polar mais fria e o vulcão mais activo simultaneamente, aparentemente… algo inimaginável aos olhos daqueles que vêm mas plausível no mundo dos que sentem…Errar faz parte, baixar a guarda, admitir o erro ou até quem sabe corrigi-lo é uma acto quase que desrespeitoso pela tua integridade aparente e orgulho idiota. Quando não se sabe, aprende-se, é como que imperativo não errar? Como tiras uma lição da perfeição, na doença é que está a cura, tudo depende do modo que te presenteias capaz…
Muito interessante o seu blog!!!
ResponderExcluirObrigada pela visita, cá, no espartilho.
Saudações poéticas,
Maria Maria
Oi, Moça!
ResponderExcluirPassei para agradecer sua presença lá no meu espaço de poemas. Fico feliz que tenha gostado do que leu por lá.
Vejo que gosta muito de escrever. Pois continue! Faz sempre bem para a alma, aliviar o que vai na cabeça e no coração.
Gostei do que li aqui! Já estou seguindo seu blog. Qualquer hora volto! Beijinhos
Parabéns também pelo seu blog e obrigada pela visita ao meu espaço.Gde abraço e sucesso!!!!
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